Sob a ‘influência’ e com o legado de António Variações por base, Camané, David Fonseca, Manuela Azevedo e cúmplices, fizeram na Zambujeira a sua quarta e derradeira apresentação pública e contagiaram a numerosa plateia com um concerto que provou a “actualidade do terceiro disco de Variações”, como disseram em entrevista ao CM pouco antes da subida ao palco (ver entrevista).
Depois dos Da Weasel a poeira voltou aos ares com os Humanos, em especial com ‘Maria Albertina’, sem dúvida um dos grandes êxitos de 2005.
Naquele que era o mais rico dos quatro dias de festival, os Humanos foram, de facto, quem fez a diferença. Não só foram quem mais emoção trouxe aos milhares de pessoas, como (e sobretudo) provaram que a pop portuguesa de qualidade é tão ou mais excitante do que a concorrência internacional. E quando assim é.... Está explicado, portanto, o porquê dos mais de 80 mil discos vendidos – em plena de recessão na indústria – e a adesão espontânea de milhares de jovens, muitos dos quais, provavelmente, ainda não eram nascidos à data da morte de Variações.
Em palco, e devido às contingências de um festival, os Humanos apostaram em especial nas canções do disco e nas de Variações. Uma aposta acertada – que contemplou ainda os Sparks – “uma influência do António” como referiu Manuela Azevedo –, e que teve em ‘Estou Além’, ‘Adeus Que Me Vou Embora’ (grande Camané, estreante no Sudoeste), ‘Quero É Viver’ e ‘É Pra Amanhã’ (em ‘medley’ com nova investida em ‘Maria Albertina’) os seus momentos mais emocionantes.
Como se poderá conferir, por certo, no DVD a editar no próximo ano. É que os Humanos vão agora ‘desfazer-se’ e prosseguir as respectivas carreiras. Voltem sempre!