Os portugueses Da Weasel apresentam-se hoje pela primeira vez em França, e logo no emblemático Olympia de Paris. Um concerto que a ‘doninha’ (como são conhecidos entre os fãs) está a encarar com “profunda expectativa” ou não fosse este um passo em frente no sentido da internacionalização Pouco depois de terem alcançado a quadrúpla platina em Portugal (mais de 80 mil unidades vendidas) com o disco ‘Re-Tratamento’, os ecos das rimas dos Da Weasel fizeram-se ouvir além-fronteiras. “O interesse partiu de um promotor de concertos francês, que ouviu a nossa música e decidiu entrar em contacto com a Música no Coração, a fim de concretizar a actuação no Olympia”, explicou ao CM o baixista da banda, João Nobre
A concretização do convite é, claro, motivo de “orgulho” e também alguma ansiedade: “Estamos um pouco ansiosos e, sinceramente, não temos um ideia muito concreta do que vamos encontrar. Penso que será sobretudo a comunidade portuguesa e, quiçá, alguns jovens franceses. Mas é um grande motivo de orgulho para nós. O Olympia é uma sala com história e os bilhetes estão a vender bem”, afirmou, por seu turno, Pacman, o ‘front-man’ dos Da Weasel.
Ainda sobre o espectáculo, Pacman revelou que irão tocar os “temas mais fortes ao vivo”, bem como apresentar um “jogo de luzes concebido especialmente para o Olympia”. “Vamos apostar muito forte neste concerto. A produção é a mesma que temos vindo a fazer há um ano, mas a ideia é fazer o melhor possível”, acrescentou por seu lado Nobre.
Depois de já terem tocado em Barcelona, Berlim e Macau, é com esperança redobrada na internacionalização que os Da Weasel encararam a estreia em Paris, perante uma audiência que deverá atingir as 2500 pessoas. “Vão lá estar vários representantes da indústria musical, incluindo um da EMI-Virgin francesa, produtores de espectáculos, o ‘staff’ de lá... Vamos ver o que poderá acontecer, revelou o viola-baixo. Pacman, por seu turno, alimenta esperanças fundadas: “Pode ser um bom início de qualquer coisa!”.
ANGOLA EM 2006
Quem também deposita toda a confiança neste “bom início” é Luís Montez, da Música no Coração, empresa que ‘apadrinha’ o espectáculo no Olympia. “Os Da Weasel têm vindo a somar créditos a cada disco, mas é sobretudo ao vivo que marcam pontos. Por isso, é importante que façam um bom espectáculo em Paris, onde estão a ter um grande apoio da rádio Alfa, que passa constantemente as músicas deles”, disse o empresário.
Segundo Luiz Montez, o mesmo, está a acontecer em Angola. “Lá ouve-se cada vez mais Da Weasel (e Boss AC) e estamos a trabalhar para os levar lá na próxima edição do Super Bock Super Rock em Luanda”. GENRO DE CAVACO 'LEVA' MANDATÁRIO DE ALEGRE
Outro dado curioso da jornada dos Da Weasel em França prende-se com o facto da promotora que viabilizou o concerto, a Música no Coração, ser dirigida por Luís Montez, genro do candidato à presidência da República, Cavaco Silva, enquanto Pacman é o mandatário da candidatura de Manuel Alegre.
Todavia, para o vocalista dos Da Weasel, as “águas estão bem separadas. A política vai ficar à porta. Não vou lá para fazer campanha, até porque só eu estou envolvido com a candidatura de Manuel Alegre, enquanto os Da Weasel não têm nada a ver com isso”, explicou o cantor. Para Luís Montez, também não restam dúvidas: “fomos apenas os intermediários entre o promotor francês e a banda”.