Após alguns anos sem meter os pés (pelas mãos) na liga milionária das competições europeias, o Benfica entrou directo na fase de grupos da Liga dos Campeões da melhor maneira ao ganhar ao Lille em casa, ficando assim em primeiro lugar no seu grupo, já que o Villareal e o Manchester United empataram no outro jogo da primeira ronda. Depois de assistir “in loco” à vitória sobre a equipa francesa que nos mostrou a pequena grande surpresa que dá pelo nome de Micolli e galvanizou os encarnados para os seguintes jogos do campeonato (onde Nuno Gomes se reconciliou com os golos perdidos), era praticamente impossível não aproveitar a oportunidade de viajar até Old Trafford para o segundo jogo do calendário europeu. Afinal de contas, o Benfica estava mais moralizado que nunca nesta época, vindo de três vitórias onde marcou oito golos - alguns de excelente recorte - e mostrou bom futebol. É claro que maior parte da despesa foi feita no campeonato português, mas o certo é que o Manchester do genial Cristiano Ronaldo atravessa uma fase menos boa, e apresentou-se no “Teatro dos Sonhos” com um plantel reduzido – oito baixas, Rooney e Keane incluídos. Oportunidade dourada então para sair de Inglaterra com um bom resultado…. Que tivemos nas mãos mas deixámos fugir. Não me cabe a mim, pelo menos neste espaço, fazer críticas às opções tácticas do treinador Koeman, mas vale a pena sublinhar como a equipa e os adeptos tugas se portaram num estádio tão mítico e imponente como o Old Trafford em Manchester: De cabeça erguida durante a totalidade do jogo ambos conseguiram calar o estádio praticamente até ao final. Para uma equipa que, como todos sabemos, tem passado momentos bem dificeis nos últimos anos acompanhada de três mil e tal adeptos oposta a uma das mais bem sucedidas de sempre, dentro e fora do seu país, é obra. Por isso, quando os meus amigos perguntaram pela “azia” quando cheguei a Portugal, respondi que de facto havia alguma (Koeman…), mas feitas as contas acabei por vir com a mesma fé para os próximos jogos e, acima de tudo, com um orgulho reforçado em ser tuga… Vamos à Luz amanhã?