Nem o mau tempo arrefeceu festa de fim de ano na Figueira

Além da adesão popular aos festejos, também os hotéis estiveram praticamente esgotados Cerca de 8 mil pessoas festejaram a passagem de ano na Figueira da Foz e nem a chuva intensa que caiu durante parte da noite conseguiu afastar a enorme multidão que ocupou a Avenida de 25 de Abril na madrugada de ontem. Além dos concertos de Luís Portugal e de Da Weasel, foi o espectáculo piromusical, que decorreu à meia-noite sobre a praia, que mais captou a atenção do público.
Desde o início da noite de sábado que as ruas estiveram mais agitadas e concorridas do que o habitual, mas foi apenas por volta das 22h30 horas que a marginal figueirense começou a ficar preenchida. Além da enorme adesão registada na festa, o fim de ano permitiu aos hotéis da Figueira da Foz registar taxas de ocupação muito próximas dos cem por cento, algo que não acontece habitualmente nestas ocasiões e que surpreendeu alguns operadores turísticos.
Na Avenida de 25 de Abril, a organização da festa de fim de ano, a cargo da empresa municipal Figueira Grande Turismo, montou um palco e uma tenda gigante com barraquinhas de bebidas e música. A maioria das pessoas optava por circular por todo o recinto, algumas já com garrafa de champanhe na mão e alguns com sacos de passas nos bolsos dos casacos grossos, para se protegerem do frio intenso que se fazia sentir. A primeira actuação da noite esteve a cargo do trio Oqtrup, de Luís Portugal, que apresentou um espectáculo com interpretações musicais e rábulas teatrais e de comédia, que inaugurou o programa de fim de ano. No final do espectáculo, a contagem decrescente de entrada no novo ano foi entoada através das enormes colunas instaladas na avenida, seguindo-se o espectáculo piromusical que fez a multidão parar por alguns momentos para olhar o céu.
Depois dos incidentes que ocorreram no fogo-de-artifício do S. João, o espectáculo de fim de ano foi preparado com cuidados redobrados pela organização. A área de lançamento de fogo foi deslocada para a zona mais larga da praia, e sem bares na área envolvente, tendo sido ainda delimitado um perímetro de segurança de 400 metros. "O fogo-de-artifício não é uma coisa tão fácil de controlar como pode parecer à primeira vista. Para que não aconteça nada, respeitem os limites de segurança", apelou, ao microfone, um elemento da organização, antes de gritar as boas-vindas a 2006. Após o espectáculo pirotécnico, subiram ao palco os Da Weasel, tornando-se visível a partir desse momento o predomínio do público mais jovem na festa de fim de ano da Figueira. Foi então, já em 2006, que se abateu sobre a multidão um inesperado mas intenso aguaceiro, que fez dispersar algumas pessoas. No entanto, a grande maioria permaneceu para assistir ao concerto e para dançar até às primeiras horas da madrugada.
 

Comentar


Cdigo de seguran衊FORM_CAPTCHA_REFRESH=Actualizar
FORM_CAPTCHA_REFRESH

Identificação



CB Online

Nenhum