É numa vivenda em Olhão que os Da Weasel tem estado a trabalhar no novo álbum, a lançar em Março. Para já só o single: chama-se Dialectos da ternura e é "fun e ternurento"Um campo muito verde cheio de pequenas flores amarelas, dois cães aos saltos a pedir festas, pombos a arrulhar num pombal, um gato a espreguiçar-se, uma mesa e cadeiras de plástico ao sol de Janeiro. Pacman (Carlos Nobre) aparece, de t-shirt branca, com um dos cães a saltar-lhe junto das pernas. Atrás vem Jay Jay (João Nobre, irmão de Carlos), de t-shirt preta e óculos espelhados. Ao fundo, junto à casa estão os outros: Quaresma, Glue, Guilherme e Virgul, o único que, apesar da temperatura, tem vestido um casaco de pelo.
É aqui, numa vivenda em Olhão, o estúdio/retiro em que os Da Weasel têm estado a preparar o próximo álbum - um single a lançar já no fim deste mês, o álbum prometido para Março. Por enquanto ainda há muito mistério - não revelam como se vai chamar o sucessor de Re-Definições, o álbum de 2004, que os transformou na banda de maior sucesso em Portugal e lhes garantiu o prémio Best Portuguese Act dos MTV Music Awards.
Mas na sexta-feira apresentaram a um grupo de jornalistas convidados a ir ao estúdio de Olhão, o single, esse sim já com nome: Dialectos da ternura. É para cantar, dançar, e tem um refrão que entra imediatamente no ouvido, como o super-sucesso Re-tratamento, mais conhecido como Nina. Pacman descreve-o como "uma música muito fun, ternurenta".
Mas não é só de canções românticas que será feito o álbum, garante o cantor. O disco tem por trás um conceito que o grupo ainda não quer revelar, mas que lhe dará uma unidade que passa também pela parte gráfica. No entanto, "em termos de música é muito eclético, tem desde esse tipo de coisas mais naïf até às mais cáusticas e ácidas". Há, diz Pacman, "coisas muito fortes, como um poema que o José Luís Peixoto nos cedeu sobre imigração ilegal, que é um excelente retrato de uma parte da sociedade muitas vezes negligenciada".
Este vai ser um trabalho aberto a influências e a cruzamentos de estilos. "Estamos a tentar rodear-nos de artistas que tragam coisas boas para dentro deste disco", explica Jay Jay. Daí o convite que fizeram a Bernardo Sassetti. "Tínhamos uma peça de piano que nos atrevemos a mandar-lhe. Ele gostou e vai tocar esse tema", conta Pacman. Se houve momentos de nervos durante a preparação do álbum, a espera pela resposta de Sassetti foi um deles, confessa Jay Jay. "Foi angustiante. Pensei que ele não tivesse gostado e que não conseguisse dizer-nos".
Afinal, Sassetti disse que sim, tal como o maestro Rui Massena, que já tinha orquestrado alguns concertos da banda, entre os quais o de Setembro do ano passado na Torre de Belém. "Até aqui o que ele tinha feito era pegar em temas que existiam e criar arranjos para eles. Desta vez é diferente", continua o cantor. "Fizemos os temas [que vão ser gravados em Praga] já a pensar dar-lhe espaço para ele preencher". Outro convidado neste disco é o "jamerican" (meio jamaicano, meio americano, entenda-se) Atiba, ligado ao dancehall e que vai participar num dueto com Virgul.
"É hip-rock, é Da Weasel"
Nascida em 1993, a banda de Almada já tem 13 anos. Nos últimos dois esgotou os coliseus de Lisboa e do Porto, e o Olympia de Paris, e pôs milhões de pessoas a cantar "olá nina quero tratar de ti...". Não parece ter passado tanto tempo, diz Pacman. "Sentimo-nos como uns putos a fazer o primeiro álbum". A diferença é que foram conhecendo mais pessoas, de diferentes áreas, o que lhes permite "ir buscar feelings diferentes".
Com tantas influências e cruzamento de géneros, onde é que se vai "encaixar" o novo álbum dos Da Weasel? "Encaixar?". Pacman ri-se e puxa o cabelo para trás. "Não sei, olha é Da Weasel, não dá para pôr um rótulo. Talvez fusão, hip-rock, não sei, é Da Weasel."
Os fãs que quiserem perceber melhor o que vai ser podem acompanhar as gravações no site www.daweasel-sessions.com.. Como fez com o álbum anterior, o grupo vai mostrando e falando - com textos, fotos, podcasts - da evolução do trabalho. Aí vão ter vídeos com imagens da gravação do single.
"Atenção, isto vai tocar alto", avisam os Da Weasel, antes de o pôr a tocar pela primeira vez para os jornalistas. A declaração de amor de Dialectos da ternura explode na sala. Já não se consegue ouvir lá fora nem o arrulhar dos pombos nem o ladrar dos cães.
Mas na sexta-feira apresentaram a um grupo de jornalistas convidados a ir ao estúdio de Olhão, o single, esse sim já com nome: Dialectos da ternura. É para cantar, dançar, e tem um refrão que entra imediatamente no ouvido, como o super-sucesso Re-tratamento, mais conhecido como Nina. Pacman descreve-o como "uma música muito fun, ternurenta".Este vai ser um trabalho aberto a influências e a cruzamentos de estilos. "Estamos a tentar rodear-nos de artistas que tragam coisas boas para dentro deste disco", explica Jay Jay. Daí o convite que fizeram a Bernardo Sassetti. "Tínhamos uma peça de piano que nos atrevemos a mandar-lhe. Ele gostou e vai tocar esse tema", conta Pacman. Se houve momentos de nervos durante a preparação do álbum, a espera pela resposta de Sassetti foi um deles, confessa Jay Jay. "Foi angustiante. Pensei que ele não tivesse gostado e que não conseguisse dizer-nos".
Afinal, Sassetti disse que sim, tal como o maestro Rui Massena, que já tinha orquestrado alguns concertos da banda, entre os quais o de Setembro do ano passado na Torre de Belém. "Até aqui o que ele tinha feito era pegar em temas que existiam e criar arranjos para eles. Desta vez é diferente", continua o cantor. "Fizemos os temas [que vão ser gravados em Praga] já a pensar dar-lhe espaço para ele preencher". Outro convidado neste disco é o "jamerican" (meio jamaicano, meio americano, entenda-se) Atiba, ligado ao dancehall e que vai participar num dueto com Virgul.
"É hip-rock, é Da Weasel"
Nascida em 1993, a banda de Almada já tem 13 anos. Nos últimos dois esgotou os coliseus de Lisboa e do Porto, e o Olympia de Paris, e pôs milhões de pessoas a cantar "olá nina quero tratar de ti...". Não parece ter passado tanto tempo, diz Pacman. "Sentimo-nos como uns putos a fazer o primeiro álbum". A diferença é que foram conhecendo mais pessoas, de diferentes áreas, o que lhes permite "ir buscar feelings diferentes".
Com tantas influências e cruzamento de géneros, onde é que se vai "encaixar" o novo álbum dos Da Weasel? "Encaixar?". Pacman ri-se e puxa o cabelo para trás. "Não sei, olha é Da Weasel, não dá para pôr um rótulo. Talvez fusão, hip-rock, não sei, é Da Weasel."
Os fãs que quiserem perceber melhor o que vai ser podem acompanhar as gravações no site www.daweasel-sessions.com.. Como fez com o álbum anterior, o grupo vai mostrando e falando - com textos, fotos, podcasts - da evolução do trabalho. Aí vão ter vídeos com imagens da gravação do single.
"Atenção, isto vai tocar alto", avisam os Da Weasel, antes de o pôr a tocar pela primeira vez para os jornalistas. A declaração de amor de Dialectos da ternura explode na sala. Já não se consegue ouvir lá fora nem o arrulhar dos pombos nem o ladrar dos cães.