Quando a doninha vai aos coliseus

Não é a primeira vez que os Da Weasel se apresentam no palco do Coliseu dos Recreios, em Lisboa, mas o concerto de hoje - a que se seguirá outro no Coliseu do Porto, a 26 - tem um sabor especial. "É a segunda vez que somos cabeças de cartaz no Coliseu", esclarece o baixista João Nobre, via telefónica e no intervalo das tarefas que o têm ocupado devido à produção dos espectáculos.
"Só que da primeira vez estávamos inseridos no Festival Super Bock Super Rock, o que é diferente. Ou seja, isto também é o coroar de uma carreira porque o Coliseu é o Coliseu. É a sala mais emblemática em Portugal e é com orgulho que se pisa aquele palco. Estamos a encarar esta produção a sério e estamos a trabalhar bastante para poder dar um bom espectáculo. Vamos tentar fazer um concerto que fique nas nossas memórias e nas de quem nos vai ver, para sempre."
Nesta visita dos Da Weasel aos Coliseus de Lisboa e Porto quase tudo será diferente dos concertos que fazem no resto do ano. A começar pelo reportório, que incluirá temas de todos os álbuns, desde o seminal "God bless Johnny" do disco de estreia até às canções de "Re:Definições", o seu último lançamento discográfico que lhes concedeu um galardão de platina por vendas superiores a 40 mil cópias. Ao todo, serão "seguramente, bem mais de duas horas de espectáculo", adianta Nobre.
Da lista de convidados para estas duas produções constam os nomes de João Gomes, teclista dos Cool Hipnoise e dos Spaceboys, Sam Samora (vocalista que já colaborou com os Da Weasel em palco e em estúdio) e Manuel Cruz, vocalista dos Pluto, ex-Ornatos Violeta. A meio do alinhamento surgirá "uma pequena surpresa", com a participação de um agrupamento de B-Boys.
Tecnicamente, os Da Weasel também irão estar bem acompanhados: "Quanto ao som, apostámos e fomos mesmo até ao limite", diz João Nobre, acrescentando ainda que também foi grande o investimento no espectáculo visual. "Vamos utilizar quatro vezes mais luzes do que acontece normalmente. E há ainda uma componente gráfica, ou de vídeo, que percorre todo o concerto"
Já depois de terem lançado "Re:Definições" foi editado um DVD, o que não impede que estes dois concertos sejam gravados tendo em vista uma eventual edição no futuro. "Estes momentos são irrepetíveis porque é impossível reunir regularmente este tipo de condições, e por isso são sempre registados por nós. Agora o que isso vai dar é uma incógnita. Vamos apenas registar, mas sem pressões e sem objectivos pré-definidos. Depois decidiremos com tempo o que se irá fazer, se é que alguma coisa se vai passar. Há dez anos que a editora sugere um disco ao vivo (risos). Mas temos que ver se tudo fica bem, quais os conteúdos... Caso esteja tudo impecável, discutiremos se nos interessa e se é oportuno lançar um trabalho dessa natureza."
O futuro próximo, depois dos Coliseus, parece também já estar assegurado. Nobre avança que os Da Weasel já têm agendados espectáculos no estrangeiro, em Toulouse e Barcelona, estando igualmente confirmada uma actuação na ilha da Madeira com uma orquestra. O passo, inédito no percurso do grupo, confirma o estado de graça em que a banda de Almada se encontra: "É assombroso o número de pedidos de concertos que temos para este ano e ainda só estamos em Fevereiro", concluiu João Nobre.
 

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